15 de Novembro de 2014 - 20h50

Porta voadora

Estraga fim de semana heroico
Porta voadora Fernanda Freixosa/Vicar

A etapa de Salvador, penúltima da temporada 2014 da Stock Car, foi uma gangorra de emoções para Thiago Camilo. O piloto da Ipiranga RCM chegou à Bahia em segundo lugar no campeonato, fez um primeiro treino livre ótimo na sexta-feira, e no segundo bateu muito forte no muro de concreto no circuito provisório montado nas ruas do Centro Administrativo da Bahia (CAB).


A equipe virou a noite reconstruindo o Chevrolet número 21, e depois de mais de doze horas de trabalho, o carro ficou pronto às 5 da manhã, três horas antes da sessão de classificação. Sem saber se estava tudo funcionando no carro, Camilo foi para a classificação e alinhou no grid em 11º lugar, uma vitória.


Na primeira prova, o carro estava muito rápido e Camilo conseguiu cruzar a linha de chegada em oitavo, o que o colocou em terceiro no grid da segunda corrida. Logo após a largada, quando manteve a terceira posição, a porta do carro 21 se desprendeu e voou. Camilo ainda chegou a passar Rafa Matos e assumir a segunda posição, e estava indo para cima do líder, Sérgio Jimenez, quando foi chamado pela direção prova a entrar no pit e botar uma nova porta. A troca da porta levou Camilo ao fim do pelotão e acabou com suas chances de pontuar.


“Era uma corrida que eu tinha tudo para vencer, meu carro era o mais rápido ali na frente. Depois de tudo que aconteceu, do trabalho heroico da equipe, eu poderia sair de Salvador como o piloto que mais marcou pontos, me aproximando do Rubens Barrichello na disputa pelo título. É lamentável que a direção de prova tenha estragado minha corrida, pois o problema da falta da porta não estava afetando em nada a minha segurança e a dos outros, e esse ano já aconteceu com outro competidor ficar na pista em condições piores. Era para eu ter saído muito perto da liderança e andei para trás na pontuação. Primeiro pelo acidente, que foi uma fatalidade, pois o carro do Victor Genz estava atravessado na pista e não tive como evitar a batida. E depois de um trabalho até emocionante da equipe, que mostrou competência e comprometimento inacreditáveis, veio esse problema da porta. Estamos atrás, mas não vamos desistir. Nunca desistimos e vamos para a última etapa, em Curitiba, na casa da Ipiranga RCM, pensando em vencer e levar o título.


Galid Osman, companheiro de Thiago Camilo na Ipiranga RCM, não pontuou em Salvador. “Na primeira corrida, eu larguei em 20º, fui por fora e já tinha passado uns sete carros quando fui atingido por um carro que estava rodando. Dali em diante meu carro ficou desalinhado e tudo que consegui foi me manter na pista nas duas corridas”.

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