13 de Outubro de 2015 - 11h02

Bom balanço na jornada europeia

Apesar de todas as dificuldades encontradas ao longo do ano e do acidente que prejudicou os carros da equipe logo na largada deste domingo em Zandvoort, BMW Team Brasil faz balanço positivo da temporada, que teve primeira vitória e mais cinco pódios
Bom balanço na jornada europeia Divulgação

Não foi a última corrida esperada pelos pilotos e membros do BMW Team Brasil. Mas após uma temporada de muita luta, o saldo é positivo ao final do campeonato de 2015 do Blancpain Sprint Series. A Corrida Principal, da sétima e última etapa, foi disputada neste domingo (dia 11), em Zandvoort, na Holanda, e os dois carros do time brasileiro já se viram envolvidos em acidentes logo na largada.

Átila Abreu, que partia com o BMW Z4 #77, levou um toque por trás, rodou e ainda acabou acertando o companheiro Cacá Bueno no BMW Z4 #0. Com uma batida no muro, Abreu não teve condições de continuar na prova e abandonou com o carro que dividiu ao longo do ano com o paraibano Valdeno Brito. Bueno caiu pra último, parou nos boxes e voltou pra pista para tentar uma corrida de recuperação. No final, ele e Sérgio Jimenez completaram em décimo no geral (oitavo na categoria Pro Cup), marcando um ponto.

O título da temporada ficou com a dupla Vincent Abril/Maximilian Buhk, da equipe Bentley, que venceu novamente neste domingo.

O BMW Team Brasil encerra a temporada em terceiro lugar no campeonato de equipes no Sprint Series. Em 2015, o time conquistou o título do Pit Stop Challenge com o BMW Z4 #0 (fazendo dobradinha também com o carro #77), sua primeira vitória (conquistada na primeira etapa em Nogaro pelo alemão Dirk Müller e o belga Maxime Martin), além de mais cinco pódios: um segundo lugar de Müller e Martin também em Nogaro, três segundos com Abreu e Valdeno (dois em Brands Hach e um em Moscou) e um terceiro também da dupla do BMW Z4 #77 (Zolder). Foi a terceira temporada da equipe na Europa.

"O balanço foi bom. Tivemos um carro que não se mostrou competitivo, mas a equipe foi muito bem e nossos mecânicos foram campeões. No final, o terceiro lugar entre as equipes não era o que esperávamos, mas também foi bom, porque o nível é muito alto e nossa equipe é considerada hoje uma das melhores do campeonato. No ano que vem, teremos um novo equipamento e, com mais sorte, vamos brigar pelo título", declarou o Team Principal, Antonio Hermann, que comanda a equipe ao lado de Washington Bezerra.

Depois de terem conquistado vários pódios na temporada passada, a dupla Bueno e Jimenez foi a que mais encontrou dificuldades este ano, mas teve como recompensa o prêmio dos seus mecânicos pelo melhor pit stop. Neste domingo, Cacá largava em oitavo, quando levou a batida e rodou logo no começo da prova. Ele e Jimenez fizeram o possível para terminar na zona de pontos e cruzaram a linha de chegada em décimo no geral.

"O ano foi difícil para o carro 0. Tivemos quatro acidentes em largadas na Sprint, o que nos prejudicou na classificação final e para chegarmos ao pódio", comentou Jimenez. "Mas a equipe cresceu bem no ano, chegamos a ficar em segundo lugar durante o ano todo, mas não pontuamos bem na última corrida e acabamos caindo para terceiro entre as equipes. Fomos campeões no pit stop com o carro 0 e, com isso, mostramos o empenho e a evolução. É só lembrar nosso primeiro pit stop em 36 segundos, três anos atrás, e hoje fazemos em 19 segundos. Muito treino dos mecânicos e empenho e isso foi muito legal", continuou o piloto paulista.

Jimenez também lembrou da entrada da equipe este ano nas provas de longa duração, uma experiência nova e muito enriquecedora no Blancpain Endurance Series. "Terminamos em sétimo na categoria nas 24 Horas de Spa, andamos bem nos 1000 Km de Paul Ricard. Foi sem dúvida uma bela experiência", completou.

No BMW Z4 #77, Brito avaliou sua primeira temporada completa no time de forma positiva, só lamentou nem ter conseguido andar neste domingo. "Queríamos fechar o ano com chave de ouro. Tínhamos a esperança do carro estar melhor. Ontem fizemos várias mudanças visando isso, mas infelizmente o Átila se envolveu no acidente e isso encerrou mais cedo a nossa temporada. Mas eu acho que foi sim uma temporada de sucesso, levando em consideração as deficiências do nosso carro. Conquistamos quatro pódios e considero isso bom. Foi meu primeiro ano completo. No ano passado, eu fiz duas corridas, então achei satisfatório", avaliou o paraibano.

Abreu também fez sua análise do ano e explicou o acidente em Zandvoort. "O acidente acabou atrapalhando todos os nossos planos. Foi uma pena. Eu consegui largar bem, provavelmente eu pularia para segundo na largada, mas os carros da frente acabaram freando um pouco antes de apagar o farol e eu consegui vir embalado e, obviamente, quando isso acontece, acaba espalhando muito, porque a diferença de velocidade de quem está na frente e de quem vem atrás é grande. Um dos carros acabou me tocando e eu virei no meio da reta e bati com força no muro e isso ainda desencadeou outros acidentes e foi fim de prova pra nós", lamentou.

"Fazendo um resumo da temporada, acho que foi um ano muito bom. Sabemos das limitações que a gente teve de equipamento, mas a equipe sempre trabalhou muito e se esforçou bastante. Fico feliz por ter participado do projeto. Agradeço ao Hermann, ao Washington e a todos os mecânicos pela oportunidade de voltar a correr na Europa, depois de 10 anos, e estou animado para 2016. Agradeço muito ao Valdeno também. E quero voltar e estar no time. Este um ano de aprendizado fará diferença", finalizou o piloto de Sorocaba, interior de São Paulo.

Pela classificação divulgada pela categoria, os pilotos brasileiros aparecem em sétimo (77) e 11º (0), já que algumas duplas foram modificadas na etapa final e os pilotos pontuaram individualmente. Mas se levar em conta as duplas que fizeram a maior parte do campeonato, Brito e Abreu ficaram em quinto lugar e Bueno e Jimenez em nono.

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