21 de Julho de 2016 - 17h46

Thiago Camilo: por meio litro

Piloto caminhava tranquilo para vencer pela primeira vez no ano, mas ficou sem combustível na última volta, a três curvas da bandeirada
Thiago Camilo: por meio litro Duda Bairros/Vicar

Depois de liderar desde a sexta de 28 voltas a segunda corrida da rodada dupla de Cascavel (PR), sexta etapa da temporada 2016 da Stock Car, Thiago Camilo ficou sem combustível a três curvas da linha de chegada e a vitória que parecia certa escapou. O piloto do Chevrolet Cruze número 21, que em 2015 vencera a segunda corrida em Cascavel, largou em 12º na primeira corrida, vencida por Cacá Bueno, e faz uma estratégia voltada para vencer a segunda. Abasteceu logo na abertura da janela de pit stops, voltou à pista em 26º e recebeu a bandeirada em 15º.

Na segunda prova, largou em 15º, e os pilotos que estavam à sua frente precisavam parar para reabastecer. Assumiu a liderança na sexta volta e controlou a vantagem sobre Allam Khodair, que fizera a mesma estratégia e estava em segundo, durante toda a corrida. No fim, acabou o combustível. Khodair também teve pane seca a metros da linha de chegada e Rubens Barrichello venceu.

“A corrida estava saindo dentro do nosso planejado, tudo perfeito, tudo encaixado. Adotamos a estratégia de abastecer logo no começo, contando primeiramente com uma possível entrada do safety car, o que acabou não acontecendo”, explicou Thiago Camilo, que ainda ficou em 11º lugar. De acordo com a equipe Ipiranga-RCM, o carro #21 não venceu a corrida por míseros 500 ml de gasolina – apenas meio litro.

Durante o abastecimento na primeira corrida, o cálculo dos engenheiros da equipe estimava um número mínimo de gasolina que seria suficiente para terminar a segunda prova. “Na hora da parada o bocal demorou um pouco para encaixar, e como a garrafa fica inclinada durante o abastecimento, é difícil saber na hora a quantidade exata que entrou no tanque. Por isso, aceleramos o processo para devolvê-lo à pista. Na conferência ficou constatado que, ou o motor do Thiago consumiu muito mais do que os outros três carros da equipe (RC e RCM), ou teve um problema no pescador do tanque, o que será confirmado na revisão em oficina", destacou o chefe da equipe, André Bragantini.

“Nosso ritmo era muito bom, conseguimos avançar algumas posições. Marquei bons pontos na primeira bateria (nove pontos do 15º lugar). Teoricamente, se tivéssemos vencido a segunda, seriam 24 no total, uma das maiores pontuações do fim de semana. Mas infelizmente ficamos sem combustível na última volta e foi tudo por água abaixo”, lembrou Thiago. “Uma pena, porque o carro estava muito bom e a estratégia se encaixava perfeitamente. Até poupei bastante gasolina na segunda bateria, mas acabou faltando para cruzar a bandeirada”, disse. “Agora é levantar a cabeça e focar na Corrida do Milhão”, disse o piloto, três vezes vencedor da famosa prova.

Galid Osman, companheiro de Camilo da Ipiranga RCM, também adotou a estratégia de sacrificar a primeira corrida, em que largou na 19ª posição. Brigaria pelo pódio, mas levou pancadas de todos os lados na largada e, depois de chegar a andar em oitavo e ter a carenagem esfregando no pneu traseiro direito no início da corrida, caiu para 11º. Ganhou cinco posições para cruzar a linha de chegada em 6º. “Foi meu melhor carro em 2016. Estava rápido nos treinos livres. Na classificação não conseguimos atingir a temperatura ideal dos pneus e ficamos atrás. E na largada da segunda corrida levei tantas pancadas que ainda tive sorte de concluir a corrida. Vamos para a próxima”, disse Galid.

A próxima, no caso, é a Corrida do Milhão, que acontece depois de um longo ‘ intervalo olímpico’ no dia 11 de setembro, em Interlagos (SP).

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