16 de Dezembro de 2016 - 09h11

De 25º para 7º, Rafael Suzuki faz grande corrida em Interlagos na final da temporada

Piloto saiu do fim do grid e terminou no top-10. Com o resultado, Suzuki alcançou 117 pontos e concretizou sua melhor campanha até agora na categoria
De 25º para 7º, Rafael Suzuki faz grande corrida em Interlagos na final da temporada Foto: Duda Bairros/Vicar

A etapa final da temporada 2016 da Stock Car teve um roteiro emocionante para Rafael Suzuki. Na corrida em Interlagos, o piloto sabia que teria vida difícil, pois largaria em 25º, após problemas na classificação, mas o domingo (11) reservou um ótimo desfecho para o representante maranhense. Mesmo numa prova curta, de apenas 40 minutos mais uma volta, ele ganhou 18 posições e cruzou a linha de chegada em 7º lugar, fechando o ano de forma muito positiva.

O grande atrativo da prova final era a disputa pelo título, entre Felipe Fraga e Rubens Barrichello, que largavam lado a lado para a decisão. Fraga manteve a liderança, enquanto Rubinho perdeu algumas posições após uma confusão na largada. Pouco depois, a garoa que estava caindo se intensificou bastante e isso foi determinante para a corrida. Fraga e outros pilotos entraram para os boxes, para colocarem pneus para pista molhada. Barrichello permaneceu na pista, e ocupava a 2ª posição, em busca da vitória - nesse cenário, Fraga poderia ficar no máximo em 14º para que o ex-piloto da F1 conquistasse o bicampeonato. Não deu. Fraga terminou em 10º e sagrou-se campeão da Stock Car 2016, com uma vantagem de 14 pontos.

Para Suzuki, além do forte ritmo, a escolha de permanecer na pista molhada com pneus slicks foi muito importante para o resultado final. O piloto teve de lidar com as condições traiçoeiras da pista, que tinha pontos bem molhados e outros nem tanto, mas conseguiu manter um desempenho competitivo durante toda a prova. Após 23 voltas, o piloto do carro #8 cruzou a linha de chegada na 7ª posição.

Como a corrida deste domingo valia pontos dobrados, o resultado de Suzuki foi ainda mais especial, já que o piloto somou 34 pontos em Interlagos - o que representa mais do que a pontuação de uma vitória nas etapas de rodada dupla - e assim alcançou 117 pontos na tabela e o 17º na classificação geral, entre os 38 pilotos que correram neste ano. Essa pontuação é mais que o dobro do que Rafael havia marcado tanto em 2014 quanto em 2015, confirmando esta como sua melhor campanha até agora na principal categoria do automobilismo brasileiro.

"Que dia maluco em Interlagos! Não consegui ganhar posições na largada, cheguei a estar em último quando a corrida começou de fato pra mim, depois da relargada do Safety Car. E aí a chuva veio forte. Muitos carros foram para os boxes pra trocar os pneus, mas nós não. Além de querer fazer uma estratégia diferente da maioria, eu acreditei que conseguiríamos ficar na pista, pois em outra parte do traçado só garoava. A equipe perguntou o que eu queria, decidi ficar com os slicks e me segurar, e deu certo. Foi arriscado, mas ganhamos muitas posições pra terminar nesse excelente P7, ainda mais considerando a tomada de sábado, onde fomos mal. Estou feliz pois é a corrida que mais valia pontos no ano, ganhamos posições no campeonato e eu somei mais que o dobro de pontos de outros anos. Agora é continuar trabalhando para estar no grid em 2017 e poder evoluir ainda mais”, concluiu.

Correndo pela equipe Vogel Motorsport (que neste ano teve o nome fantasia Geolab Racing), Suzuki teve um início de temporada muito forte, ficando entre os 10 primeiros em todas as etapas do primeiro semestre. Depois da metade do campeonato, o piloto enfrentou diversos problemas mecânicos e muitas quebras, que fizeram com que ele perdesse muitos pontos e caísse na tabela. Nas últimas três etapas, porém, Rafael mostrou uma boa reação e fechou o ano em alta, enchendo o piloto de motivação para 2017. 

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