Pilotos

Campos e Pizzonia fecham ano nos pontos

Pilotos da Prati-Donaduzzi realizam prova agressiva e terminam em 9º e 20º na final em Interlagos

Foi na base da raça, mas valeu a pena. Com o 9º e 20º lugares, conquistados em Interlagos, Julio Campos e Antonio Pizzonia garantiram os últimos pontos da Prati-Donaduzzi na temporada 2017 da Stock Car, encerrada com vitória do pole Ricardo Maurício e título de Daniel Serra. Depois da sessão classificatória abaixo do potencial da equipe, que colocou a dupla respectivamente em 21º e 23º do grid, Campos e Pizzonia fizeram uma prova agressiva e repleta de ultrapassagens desde a largada. Pizzonia só não terminou bem mais à frente por causa do mau funcionamento da pistola usada para a troca de pneus e que lhe custou preciosos segundos a mais no pit stop.

Campos e Pizzonia ganharam seis posições cada ainda na primeira volta da última corrida do ano, acompanhada pelo grande público que lotou arquibancadas e áreas de convidados. Até em função da característica especial da etapa, realizada em formato de bateria única, procuraram imprimir ritmo forte desde o início. O esforço foi compensado, já que Campos terminou em 12º na classificação final com um ponto de vantagem sobre Diego Nunes (Hero) e Pizzonia ficou em 15º ao lado de Vitor Genz ao arrematar os últimos pontos em disputa nos momentos finais.

“Foi uma corrida divertida, passando um monte de gente, encostando lado a lado com o pessoal desde a largada. Infelizmente, não foi o ano que a gente esperava e essa última tomada de tempos foi muito ruim. Mas foi uma prova boa, onde fizemos o que dava, procurando vir para cima desde até o final, sem pensar em estratégia porque o tempo era curto. Foi legal, mas agora temos de trabalhar para fazer um ano bem melhor em 2018”, comentou Campos, nesta semana reconfirmado na equipe por mais uma temporada.

Pizzonia, que também seguirá na Prati-Donaduzzi, lamentou o problema durante a parada obrigatória para a substituição de dois pneus – o diretor-técnico Rodolpho Mattheis optou pela mudança dos do lado direito. Até então, ele vinha acompanhando o ritmo do parceiro. “Foram cerca de seis segundos que fizeram muita falta”, explicou. Depois de ouvir as explicações do mecânico encarregado da operação com a pistola, o amazonense fez questão de aceitar o seu pedido de desculpas. “Isso acontece, não tem problema”, disse.