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Pizzonia e Campos veem progressos

Equipe Prati-Donaduzzi deixa estreia para trás e comemora o bom início de treinos na capital paranaense

Se os resultados na folha de classificação ainda não refletiram o potencial da equipe, o desempenho de Antonio Pizzonia e Julio Campos nos primeiros treinos livres da segunda etapa da Stock Car foi mais do que animador. A Equipe Prati-Donaduzzi abriu o calendário na Corrida de Duplas em março em Interlagos com uma performance abaixo do esperado, mas os ares de Curitiba parecem estar fazendo bem à organização capitaneada pelo diretor-técnico Rodolpho Mattheis. Pizzonia fechou o geral das duas sessões na 9ª colocação (1min18as586) e Campos terminou em 18º (1min18s736), enquanto Felipe Fraga (Cimed Racing) estabeleceu a volta mais rápida do dia (1min18s107).
 
Pizzonia e Campos andaram mais próximos do ponteiro em meio ao reconhecido equilíbrio da categoria – 25 pilotos ficaram separados por menos de um segundo. “Ainda estamos com um penaltizinho nos freios, a exemplo de São Paulo, então tivemos de mudar um pouco o acerto do carro em algumas áreas para diminuir esse problema. Mas o que ganhamos nas freadas compensou a piora em alguns trechos. De qualquer forma, a diferença para os primeiros está pequena e na minha melhor volta fui atrapalhado na última curva. Foi um décimo ali e mais um outro de um pequeno errinho. São dois décimos que mostram que temos margem de melhora”, explicou Pizzonia.
 
Na avaliação de Mattheis, a posição real de Pizzonia seria bem acima. “Ele vinha para P2”, garantiu. A expressão satisfeita de Pizzonia sugeria uma expectativa otimista para os treinos classificatórios deste sábado, quando as posições de largada da 60ª prova da história do autódromo de Pinhais serão definidas a partir das 11 horas com transmissão pelo SporTv. “Nossa meta é sempre entrar no Q3 e brigar pela pole, mas sabemos que a competitividade aqui é alta. Para ficar entre os seis primeiros é preciso encaixar uma volta perfeita”, lembrou.
 
Campos concordou com a evolução desde Interlagos. “O carro já começou muito rápido neste fim de semana. Só acho que colocamos os pneus novos um pouco antes do ideal. Achei que o tempo era bom e voltei aos boxes para poupar os pneus que usarei na corrida. Depois disso, a pista foi esfriando, ficando mais rápida, e os tempos caíram. No final, a temperatura do asfalto era até 20 graus mais baixa. Até então, eu estava a apenas dois décimos do primeiro. Mas estamos entre os 10 mais velozes”, afirmou o curitibano, dono da única vitória de um local na Stock Car em 2015.