Pilotos

Thiago Camilo fica com o vice-campeonato

Piloto da Ipiranga Mattheis sofreu com problema de velocidade no carro e cruzou a linha de chegada na 14ª colocação

Um fim de semana em que o carro nunca rendeu o suficiente para disputar o título não apagou o excelente ano de estreia de Thiago Camilo na Ipiranga Mattheis. O piloto do Chevrolet número 21 chegou a Interlagos, sua pista favorita, onde conquistou cinco de suas 23 vitórias na Stock Car, como o único com chances matemáticas de tirar o título de Daniel Serra. Acabou, por falta de equipamento, sem condições de lutar para tirar a diferença de 15 pontos que favorecia o adversário, cuja equipe, a Eurofarma RC, dominou totalmente a corrida e ocupou os três lugares do pódio, com Ricardo Mauricio em primeiro, Daniel Serra em segundo e Max Wilson em terceiro. Camilo foi 14º e ficou com o terceiro vice-campeonato. Os outros foram em 2009 e 2013.

“Ficou um gosto de quero mais. Esse fim de semana foi muito complicado, o carro sofreu o tempo todo com falta de velocidade nas retas, não estava competitivo, mas isso não apaga o trabalho da equipe durante todo o ano. Cometemos alguns erros ao longo da temporada, poderíamos ter chegado aqui numa condição melhor para brigar pelo título, mas temos que admitir que a equipe adversária foi dominante na maior parte do ano, o Daniel mereceu o título. Hoje eu vou dormir tranquilo, porque vi nos olhos de cada um da equipe o comprometimento com a vitória. Vou voltar em 2018 ainda mais focado e com mais gana de conquistar meu objetivo, que é o título da Stock Car”, disse Thiago Camilo. Galid Osman, companheiro de Camilo na Ipiranga Mattheis, completou apenas 11 das 24 voltas. Abandonou por problemas de freio.

Para Thiago Camilo, um erro crucial na etapa realizada em Curitiba foi crucial para chegar a Interlagos atrás de Daniel Serra. “A Corrida do Milhão foi uma pedra no nosso sapato, uma corrida que tinha tudo para a gente concretizar o segundo lugar, 25 pontos que fizeram falta. Poderíamos ter chegado com 10 pontos na frente e não com 15 atrás. A equipe fez o melhor, não foi possível. O Daniel Serra e o Meinha mereceram esse campeonato. O campeonato foi esse: a gente sempre com o equipamento inferior e lutando para brigar pelos pontos com ele. Fica uma lição para o ano que vem”, conclui o piloto.